O
Município de Correntina começou a surgir
a partir das expedições dos ENTRADISTAS e BANDEIRANTES,
Bartolomeu Bueno da Silva, Belchior Dias Moreira e Matias Cardoso
de Almeida, que teriam visitado nosso Município, respectivamente
em 1700 a 1790.
Segundo a história, os primeiros habitantes foram os povos
silvícolas (indígenas), tendo habitado - segundo
registro de vestígios - na Fazenda Tatu e em outras partes
do Município. Mas, os primeiros sinais de povoamento datam
de 1791, quando o Padre Anacleto Pereira dos Santos acompanhara
retirantes da “SECA GRANDE”, não com objetivo
de pescador de almas, mas na conquista de ouro, partindo-se do
Ceará e passando pelo Piauí chegando neste local,
onde os flagelados plantaram roças e cataram ouro de aluvião
e ao rio denominaram de Rio Rico “escritor Caio Prado”.
Também com as passagens das Bandeiras
para Goiás e Mato Grosso, comandadas as Expedições
pelo Baiano Francisco José Teixeira, 1792/93, em reconhecimento
da Bacia do São Francisco, chegou até aqui, vindo
de Carinhanha, onde começou a exploração
das nossas jazidas auríferas, e, como os animais da expedição
que pastavam o capim do vale eram uma manada de éguas,
denominaram de Rio das Éguas.
Segundo o sumiço de uma grande manada
de animais de propriedade do fazendeiro Joaquim Amorim Castro
da Gama e sua esposa D. Caetana C. Brandão, de Carinhanha
havia desaparecido. Sua esposa fizera uma promessa com Nossa Senhora
da Glória, prometendo edificar uma igreja, em honra da
Santa, na localidade onde estivesse a manada, assim sendo, foi
encontrada às margens do Rio Rico, onde os animais, bebiam
e pastavam tranqüilamente, foi aí que este Município
recebeu a primeira Igreja de Nossa Senhora da Glória e
ao mesmo tempo, o rio ficou denominando de Rio das Éguas,
posteriormente, o Município, passou a se chamar de Arraial
de Nossa Senhora da Glória do Rio das Éguas.
A cada dia a Nossa Senhora do Rio das Éguas
convergiam exploradores, avolumava a exploração
do ouro, que se estendia para os rios Arrojado e Formoso, onde,
para facilitar a viagem, os garimpeiros viajantes, faziam pouso
às margens do Rio das Éguas.
A notícia da abundância aurífera
levou o ouvidor de Goiás a autorizar a invasão da
área explorada, e assim os baianos e goianos foram às
armas, ganhando a Bahia o litígio com a intervenção
do Conselho Ultramarinho, porém, em conseqüência,
os marcos geográficos ainda são problemas até
hoje na divisa da Bahia e Goiás (Correntina, São
Domingos e Guarani-GO).
Em 1806, o Arraial de Nossa Senhora do Rio das
Éguas foi elevada a categoria de FREGUESIA, com sede na
Vila que a denominaram de mesmo nome.
Em 15 de maio de 1866, o Arraial de N. Senhora
da Glória do Rio das Éguas, ganhou o foro de Vila,
através da Lei Provincial de nº 973, por influência
do Cel. Severiano Antonio de Magalhães, somente foi instalado,
em 13 de maio de 1867, e desmembrada de Carinhanha, porém,
permaneceu filiado à mesma Comarca.
Em 08 de junho de 1880, a Resolução
nº l.960, revogou a Lei nº 973, incorporando a Vila
de Nossa Senhora da Glória do Rio das Éguas ao Termo
de Santa Maria da Vitória, pertencendo à mesma por
três anos e um dia.
Em 14 de maio de 1886, a Resolução
2.558, recriou o Município de N. S. da Glória do
Rio das Éguas, desvinculando-o de Santa Maria da Vitória,
onde, em 04 de maio de 1888, a Resolução de nº
2579, novamente passou a pertencer a Santa Maria. Finalmente com
o Ato Estadual de nº 319, de 05 de maio de 1891, o Governador
José Gonçalves da Silva, restabeleceu o Município
e a sede ganhou o foro de Vila.
Em 02 de março de 1938, através
do Decreto Lei Federal de nº 311 assinado por Getúlio
Vargas, autorizando que os Estados fizessem as divisões
territoriais, foi que, pelo Decreto Estadual de nº 10.724,
assinado pelo interventor Federal Landulpho Alves, em 30 de março
de 1938, a Vila recebeu o foro de Cidade, sob a batuta do Intendente
Major Félix Joaquim de Araújo, porém, somente
vieram comemorar em 01 de janeiro de 1939, considerando a demora
na arte de se comunicar.
|